sábado, 22 de janeiro de 2011
Ser humano medíocre...
Conheço muitos seres... Um dia encontrei um, que sempre achei, uma pessoa bacana! De repente ele mostrou sua verdadeira face de maldade e hipocrisia. Características dominantes em seres de sua espécie. Esse humano gosta muito de livros. Lê vários, e na verdade sua maior paixão é coleciona-los, sim, tê-los. Todos os dias vendia-os. As pessoas saíam felizes com suas dicas e experiências literárias. Sempre uma pessoa equilibrada e amável. Ficava por horas com outros, seus colegas. Alguns eram de seu agrado, outros nem tanto. Em suas horas vagas, ia ao cinema e na maioria das vezes navegava em oceano infindável de www"s... Ostentava um ar de sábio intelectual. Ouvia as vezes comentários maldosos... Decidiu então, juntar-se a eles, é meus caros, juntar-se aos comentários maldosos. Iniciou então, sua jornada junto aos ouvidos e bocas alheios. Em seu local, vendia seus livros, e comentava as vidas. Vidas essas que não tinham nada a ver com a sua, mesmo assim não se contentava em apenas ir, vender, e tentar ser feliz... -"Estou certo, sou o único que trabalha, produz, lê e dá lucros!" Seus colegas ao perceberem tais afirmações ficavam tristes e incertos. Uma cólera brotava. Germinou. Deu frutos de maldade e desapego. Figura incapaz de encontrar o doce, só lhe apetecia o amargo. Suas reclamações se tornavam a cada dia mais constantes, era desconcertante estar em um mesmo ambiente. Quando saia de seu local de trabalho, não fazia outra coisa, reclamava e falava com maldade de seus colegas, tirando lhes todos seus merecimentos e dignidade. Ele vivia aquele lugar. Houve uma época em que, além de reclamar dizia com todas as letras que iria sair de lá. Mas logo se deu conta de que aquela imagem que construíra, era tudo que ele havia conseguido em sua vida. Não era o que ele era, mas sim todas as "qualidades" que lhe eram atribuídas. Era um esforço diário que fazia, só para parecer uma boa pessoa, quando em seu íntimo gritava uma voz de revolta. Achava todas as pessoas pequenas, perto de sua engenhosa intelectualidade. As vezes, não conseguia, sustentar aquela máscara de bondade e maltratava os mais humildes. Um bom dia era difícil, por vezes, davam lhe bom dia, simplesmente por educação. Não respondia, com desprezo, olhava as pessoas e balançava a cabeça em um gesto negativo. Era um verdadeiro mau humor, e crônico. Coisa enraizada mesmo, acho que era hereditário... Uma vez ouvi uma grande figura dizer que muita coisa era fachada. Outro dia, uma outra pessoa, grande conhecedora de literatura, fez o mesmo comentário. Bom, faz parte. É mesmo um "engenhoso intelectual". Desenvolveu técnicas, tem mesmo que ser condecorado por seus méritos literários. Técnicas de leitura.
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Ruth,
ResponderExcluirseu texto está muito bom. você consegue ser sutil e ao mesmo tempo firme, crítica sem ser injusta, sem precisar ser irônica.
parabéns.